582/2018: Requer a concessão da Medalha Chiquinha Gonzaga a Marielle Franco (in memoriam))

REQUERIMENTO Nº 582/2018
EMENTA:REQUER A CONCESSÃO DA MEDALHA DE RECONHECIMENTO CHIQUINHA GONZAGA A MARIELLE FRANCO (IN MEMORIAM)
Autor(es): VEREADOR TARCÍSIO MOTTA, VEREADOR PAULO PINHEIRO, VEREADOR RENATO CINCO, VEREADOR DAVID MIRANDA, VEREADOR LEONEL BRIZOLA

Requeiro à Mesa Diretora, na forma regimental, a concessão da Medalha de Reconhecimento Chiquinha Gonzaga a MARIELLE FRANCO (in memoriam)

Plenário Teotônio Villela, 20 de março de 2018.

Vereador Tarcisio Motta Vereador Paulo Pinheiro

Vereador Renato Cinco Vereador David Miranda Vereador Leonel Brizola

Com o apoio dos Senhores
VEREADOR CARLO CAIADO, VEREADOR CESAR MAIA, VEREADOR CHIQUINHO BRAZÃO, VEREADOR DR. CARLOS EDUARDO, VEREADOR DR. JORGE MANAIA, VEREADOR FELIPE MICHEL, VEREADOR JAIR DA MENDES GOMES, VEREADOR JOÃO MENDES DE JESUS, VEREADOR LUIZ CARLOS RAMOS FILHO, VEREADOR MARCELINO D’ALMEIDA, VEREADOR MARCELO ARAR, VEREADOR OTONI DE PAULA, VEREADOR PROFESSOR ADALMIR, VEREADOR PROF. CÉLIO LUPPARELLI, VEREADOR RAFAEL ALOISIO FREITAS, VEREADOR REIMONT, VEREADOR ROCAL, VEREADOR ULISSES MARINS, VEREADORA LUCIANA NOVAES, VEREADORA ROSA FERNANDES, VEREADORA TERESA BERGHER<br

Justificativa

Marielle Franco foi uma mulher, negra, mãe e cria da favela da Maré. Socióloga com mestrado em Administração Pública, foi eleita vereadora da Câmara do Rio de Janeiro, pelo PSOL, com 46.502 votos, sendo a 5ª vereadora mais votada da sua cidade em sua primeira candidatura.

Marielle trabalhou em organizações da sociedade civil como o Centro de Ações Solidárias da Maré (Ceasm). Coordenou a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Iniciou sua minha militância em direitos humanos após ingressar no pré-vestibular comunitário e perder uma amiga, atingida durante um tiroteio no Complexo da Maré. Marielle acreditava que ocupar a política é fundamental para reduzir as desigualdades que nos cercam. Na Câmara, foi eleita presidente da Comissão da Mulher, e era relatora adjunta da Comissão de Representação da Câmara para acompanhar a Intervenção Federal.

No dia 14 de março de 2018, Marielle Franco foi executada a tiros junto com Anderson Gomes, seu motorista, quando voltava de um evento com jovens negras.

Marielle era a síntese de muitas lutas. A luta contra o racismo, contra o genocídio do povo negro, contra o machismo, contra o patriarcado, contra a LGBTfobia e pelo socialismo e a liberdade. Marielle vive por que se espraia nas lutas que sempre defendeu. Oferecer a ela esta medalha Chiquinha Gonzaga é oferecê-la a todas e todos que se unem sob essas bandeiras, a todas as mulheres negras, às moradoras e moradores de favelas. É também uma forma de honrar a equipe da Mandata Marielle Franco, que construiu junto a ela cada passo trilhado nesta casa. Marielle era assim, um ser coletivo, e assim a teremos conosco. Enterraram uma semente, e ela brotará. Marielle Vive!
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