David Miranda pede investigação de grampos revelados pelo The Intercept Brasil

Queremos apuração de fatos relatados em reportagem do site The Intercept Brasil, em que escutas telefônicas sugeririam que "milicianos" ligados a Adriano da Nóbrega pode ter entrado em contato com Jair Bolsonaro

24 abr 2021, 17:18 Tempo de leitura: 1 minuto, 34 segundos
David Miranda pede investigação de grampos revelados pelo The Intercept Brasil
Mônica Bergamo (Folha de São Paulo)

O deputado federal David Miranda (PSOL-RJ) ofertou representação à PGR (Procuradoria-Geral da República) pedindo a abertura de inquérito contra o presidente Jair Bolsonaro por suposto “ato ilegal e lesivo à ordem democrática”.

Ele pede a apuração de fatos relatados em reportagem do site The Intercept Brasil, em que escutas telefônicas sugeririam que “milicianos” ligados a Adriano da Nóbrega, ex-capitão da PM acusado de comandar o “Escritório do Crime” no Rio de Janeiro, teriam entrado em contato com pessoa identificada como “Jair”, “casa da cara de vidro”e “presidente” após a morte do policial.

Adriano da Nóbrega foi morto em fevereiro de 2020, em uma ação da polícia da Bahia.

“A interceptação das conversas, transcritas em um relatório da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Polícia Civil do Rio, teriam sido interrompidas após o Ministério Público do Rio de Janeiro concluir que seria Jair Bolsonaro o “cara da casa de vidro”, segundo fontes ouvidas pela reportagem do The Intercept Brasil na condição de anonimato”, diz Miranda na representação.

“É importantíssimo trazer à baila que, conforme a reportagem revela, além de ser fato que pode facilmente ser confirmado por esta Procuradoria, após as citações, o Ministério Público do Rio de Janeiro pediu que a justiça encerrasse as escutas dos envolvidos nas conversas, apesar de eles seguirem trocando informações sobre as atividades ilegais do Sr. Adriano da Nóbrega. A interrupção reforça a ideia de que trata-se do mesmo Jair que hoje ocupa o Planalto”, segue ainda Miranda no documento .

A reportagem foi publicada neste sábado (24). Procurados pelo site, o Minisitério Público do Rio de Janeiro e o Palácio do Planalto não se manifestaram. A PGR afirmou que desconhece qualquer investigação a respeito do assunto.