[metrópoles] “Preto e gay”: saiba quem é David Miranda, suplente de Jean Wyllys

24 de janeiro de 2019 19h38

Casado com o jornalista norte-americano Glenn Greenwald, ele é vereador no Rio de Janeiro e vai assumir a vaga deixada pelo correligionário

Foto: Reprodução/Facebook

Preto, favelado e primeiro vereador LGBT na cidade do Rio de Janeiro. É assim que se apresenta, no Twitter, o agora deputado federal eleito David Miranda (PSol-RJ), suplente de Jean Wyllys (PSol-RJ). Com a renúncia do correligionário, ele deixará a Câmara Municipal para assumir a vaga deixada na bancada da sigla na Câmara dos Deputados.

Miranda é jornalista, tem 33 anos, e obteve 17.356 votos na disputa de 2018 para deputado federal. Dessa forma, ele garantiu a primeira suplência do partido. A sua principal bandeira de militância tem sido a causa LGBT, além da “luta por direitos civis aos segmentos da sociedade que sofrem preconceitos”.

Ele é casado com o jornalista norte-americano Glenn Greenwald, que ganhou notoriedade após a divulgação do caso Edward Snowden, que denunciava programas de espionagem dos Estados Unidos contra empresas e lideranças de outros países, entre eles, o Brasil. O trabalho lhe rendeu, em 2014, o Prêmio Pullitzer – maior premiação do mundo de jornalismo.

Em 2013, Miranda foi detido pela polícia londrina no aeroporto de Heathrow quando retornava da Alemanha para o Brasil. O vereador foi interrogado e detido por nove horas, acusado de terrorismo. Ele ficou incomunicável e sem direito de fazer ligações telefônicas ou contatar advogados.

Após o interrogatório, seu laptop, telefone, computador, câmera e outros objetos pessoais foram apreendidos. À época, a Anistia Internacional afirmou que Miranda foi “claramente vítima de uma injustificada tática de vingança” contra as revelações do seu parceiro.

Em 2017, o então vereador David Miranda anunciou na sua conta no Facebook que ele e Greenwald haviam se tornado pais de duas crianças, João Victor e Jonathan.

De Carlos Estênio Brasilini para o Metrópoles