Reunião pela liberdade de Rafael Braga deixa importante mensagem: ele não está sozinho

26 de abril de 2017 19h34
Há três anos acontece, todas às terças-feiras, na escadaria da Câmara dos Vereadores, no centro do Rio, reuniões de apoio à família e em favor da liberdade do Rafael Braga, jovem negro, ex-catador de papelão, condenado no último dia 20 a 11 anos de prisão. Rafael cumpre pena desde junho de 2013.

As reuniões que contavam com cerca de 15 pessoas anteriormente, nesta semana, lotou a escadaria da Câmara com mais de duzentas. Emocionante!

Preso e condenado por portar uma garrafa de Pinho Sol e, posteriormente, por um flagrante de porte de drogas, forjado. De uma hora pra outra, alguém que nem ao menos participava de manifestações passou de terrorista à traficante.

 

O grupo da campanha criou uma rede de apoio financeiro e de afeto à Dona Adriana, mãe de Rafael, moradora da Vila Cruzeiro. Todas as camisas e botons são revertidas em ajuda à família, além de uma conta bancária.

Contribua:
caixa econômica
ag: 464 | conta-poupança: 20304 | Adriana de Oliveira Braga | 148.955.027-59

 

A reunião desta terça esteve repleta de falas comoventes, fortes. Arrepios a todo instante. Mas, para além disso, é preciso mobilizar. Criaram-se grupos de trabalho para lutar pela liberdade de Rafael. Haverá um ato no dia 4, às 17h, em frente ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. No ato da greve geral, nesta sexta-feira, haverá uma coluna em homenagem a Rafael. A mensagem mais importante que a reunião deixou foi: Rafael não está sozinho.

Essa rede, determinada e profissional, precisa ser fortificada. Certamente será. Se o Rafael não for liberto ao longo destes 11 anos, criaremos raízes nas ruas. Não sairemos dela. Libertar Rafael Braga é nos libertar. O legado de junho de 2013 não pode ser esse racismo institucional, que mancha a justiça e a aprisiona as nossas vidas.