O sistema se protege apavorado: manifestantes põem governo na parede e polícia contra-ataca

28 de abril de 2017 21h52

Vivemos esse dia 28 de abril entre a alegria de ver o povo organizado, indignado pelos direitos cortados, e a revolta de sentir, outra vez, a desfaçatez da elite política, que ataca com extrema estupidez.

Fotos: Tiago Macambira / Mídia NINJA

 

Difícil encontrar as palavras para expressar o que sentimos quando – agitados ou parados – somos atacados. Bomba, pimenta, bala de borracha. Elas nos fazem chorar, fazem cair. Corremos para nos salvar e, quando paramos para pensar, percebemos a revoltante semelhança que nos faz lutar: nos atacam, nos atacam e nos atacam. Michel Temer vive em cada policial militar que trabalha de rosto vendado, fardado com dinheiro do estado, atacando trabalhadores organizados.

Mas, ainda assim, resistimos, agarramo-nos uns aos outros. É gari que protege estudante. Estudante que ajuda ambulante. Ambulante que abraça estivador. Estivador que se solidariza com o professor. Na rua, nos encontramos, nos conhecemos, os reconhecemos – iguais ou semelhantes, nunca diferente disso. Na rua, nos levantamos e reagimos, como faz o povo brasileiro há muitas gerações. Gritamos bem alto para o país e o mundo ouvir: não aceitamos a Reforma Trabalhista!, não aceitamos a Reforma da Previdência!, não aceitamos a Lei das Terceirizações!, não aceitamos essa polícia!, não aceitamos o ilegítimo presidente da República Michel Temer.

Voltamos para casa cansados. Mas já viu trabalhador brasileiro desistir com cansaço? Será assim mesmo, cansados de tudo que está acontecendo, que reagiremos, viraremos o jogo, derrubaremos Temer e, um a um, reconquistaremos nossos direitos perdidos por essa página triste de nossa história chamada Governo Michel Temer.

Foto: Rithyele Dantas